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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um dia eu vou me importar.


     
           Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.

        Caio Fernando de Abreu

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Houve


Você sabe que de alguma maneira a coisa esteve ali, bem próxima.
Que você podia tê-la tocado. Você podia tê-la apanhado.
No ar, que nem uma fruta.(...)
E sem entender, você estão pára e pergunta alguma coisa assim:
Mas de quem foi o erro?

(...)

Sei, sei. Você vai perguntar: Mas houve um erro?
Bem, não sei se a palavra exata é essa, erro.
Mas estava ali, tão completamente ali, você entende?

(Caio F. Abreu- Pela noite)
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Hoje assisti a um filme, que um casal  lutava contra o amor e o desejo, disfarçando com o sentimento da raiva. Houve a fala de um outro personagem que me chamou a atenção:

Ele: - Eu sei que existem sentimentos entre vocês inacabados.
Ela: - Não!
Ele: - Pois se eu brigasse tanto assim com a minha ex-esposa, eu acho que ainda estariamos casados.

( Filme, Juntos pelo acaso)