“…O amor nem dá pra definir direito. Acho que é um desejo de abraçar forte o outro, com tudo o que ele traz: passado, sonhos, projetos, manias, defeitos, cheiros, gostos. Amor é querer pensar no que vem depois, ficar sonhando com essa coisa que a gente chama de futuro, vida a dois. Acho que amor é não saber direito o que ele é, mas sentir tudo o que ele traz. É você pensar em desistir e desistir de ter pensado em desistir ao olhar pra cara da pessoa, ao sentir a paz que só aquela presença traz. É nos melhores e piores momentos da sua vida pensar preciso-contar-isso-pra-ele. É não querer mais ninguém pra dividir as contas e somar os sonhos. É querer proteger o outro de qualquer mal. É ter vontade de dormir abraçado e acordar junto. É sentir que vale a pena, porque o amor não é só festa, ele também é enterro. Precisamos enterrar nosso orgulho, prepotência, ciúme, egoísmo, nossas falhas, desajustes, nosso descompasso… O amor é uma tentativa eterna…”
terça-feira, 29 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Isso basta?
"Mas é realmente difícil essa coisa de ligar e dizer “olha, hoje eu não ando bem, me
ajuda?”. Ah, eu não sei fazer isso direito até hoje! Em parte porque acho que me cobro
demais em estar bem. Quer dizer, a peteca cai de vez em quando, mas o dia todo
também não dá, entende?
Uma reação contra a vida também é responsabilidade minha. Entretanto, se você
diz que acha - apenas acha que não está bem, eu logo trato de resolver a sua vida, não
importa o que está acontecendo ou o peso da “peteca”. Eu só não sei pedir ajuda, mas eu
ajudo. Não sei chamar, ocupar o tempo do outro, mas é inevitável: eu também necessito
de ajuda. Os meus olhos dizem isso, não dizem? Eu quero aprender a ligar, a pedir, a
chamar. Eu também preciso." - Camila Costa.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Alma.
Fantasmas rodeiam minha cama quando não há luz. É possível ser feliz olhando o céu quando lembranças não navegam entre as nuvens. O pulsar me dói na cicatriz quando julgo que já passou. Repito para o espelho que tudo teve fim mas a verdade é que ainda fujo das fotografias que antes olhava com zelo. Os rascunhos se tornaram parte dos meus pesadelos, já não consigo ser completamente sincera nas palavras que destino porque ainda permanece intacto nas entrelinhas. Jurei que mataria tua memória nas minhas entranhas mas o fato é que apagar você é o mesmo que rasgar parte de mim, então viro as costas para a poesia que me apetece. Você foi um sopro de vida que se entrelaçou em minhas células e não há como desatar os nós sem que parte de mim se perca. Minha natureza impede partidas completas, o adeus não existe nos meus olhos e meus dedos não são capazes de esquecer toques imperceptíveis dados num tempo de pétalas e jardins. Essa noite é de chuva e só o céu não notou. Os olhos já não escorrem, mas a alma está num estado de pranto que se eleva sempre que trechos de cartas são sussurrados pelo vento. Em meu peito existem doçuras que se negam a retornar para a superfície. Ninguém compreende as incoerências que dizemos em tristeza, nem nós mesmos, mas elas precisam ser ditas para a liberdade se aproximar. Eu jogaria nosso amor no mundo para ver se ele ainda é capaz de formar coisas belas. Amar é aceitar a dor que o amor carrega, o espinho na rosa mais bela.
G.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Reprimindo
"… Sabe aquela coisa de fingir que tudo está bem, que não doeu, que tá bom assim, que eu aceito, que aham, tá legal? Pois é, isso realmente não é nada, nada legal. Se doeu tem que falar. Se incomodou tem que explicar. Se tá ruim tem que ajeitar. Se estragou tem que consertar. Ou então jogar fora. Entende? Não dá pra passar a vida inteira com as coisas entaladas na garganta…"
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Deixa rolar.
Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes. Fechamos as cortinas. Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos. Ficamos quietinhos, poucos movimentos, nesse lugar escuro e pouco arejado, pra vida não desconfiar que estamos em casa. A encrenca é que, ao nos protegermos tanto da possibilidade da dor, acabamos nos protegendo também da possibilidade de lindas alegrias. Impossível saber o que a vida pode nos trazer a qualquer instante, não há como adivinhar se fugirmos do contato com ela, se não abrirmos a porta. Não há como adivinhar e, se é isso que nos assusta tanto, é isso também que nos dá esperança.
É maravilhoso quando conseguimos soltar um pouco o nosso medo e passamos a desfrutar a preciosa oportunidade de viver com o coração aberto, capaz de sentir a textura de cada experiência, no tempo de cada uma. Sem estarmos enclausurados em nós mesmos, é certo que aumentamos as chances de sentir um monte de coisas, agradáveis ou não, mas o melhor de tudo, é que aumentamos as chances de sentir que estamos vivos. Podemos demorar bastante para perceber o óbvio: coração fechado já é dor, por natureza, e não garante nada, além de aperto e emoções mofadas. Como bem disse Virginia Woolf, “não se pode ter paz evitando a vida.”
Ana Jácomo
* Não sei se alguém ler, mas queria algumas idéias.. mês que vem faço um ano de namoro (ohhhh) pois é, e eu nem sei o que fazer.. eita god! :(
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Toda a forma de amor
"Não quero uma história de cinema, onde existe esse tal de casal perfeito. Eu não quero uma felicidade de mentira só pra mostrar status. Eu quero mãos dadas, cafuné e colo. Quero viagens, loucuras e parceria. Quero coração batendo forte, e falta do que falar. Quero amor, quero amar. Quero um eu, com você. Quero eu e você formando esse tal de nós. Quero tudo o que você quiser me dar. Mas eu só quero com você.”
— Quer recomeçar comigo?
domingo, 21 de julho de 2013
Julho chegando ao fim..
Já se passaram dez meses ao lado dele, e eu continuo gostando como se fosse a primeira vez todo os dias. Esse mês foi a nossa primeira férias juntos, nos programamos e falamos que nada iria nos atrapalhar e tudo correu bem. Que venham as próximas comemorações. ha ha ha
"Ela gosta do seu jeito manso e doce. do seu lado carente e delicado. e da sua postura de homem firme. e tem ciúmes de você. ela gosta das suas palavras carinhosas e do seu lado divertido. do seu jeito infantil de não saber lidar com pequenos contratempos. de como você fica cheio de manha quando está doente. de você como um todo." Clarissa Corrêa.
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